Fruto de uma tradição milenar, a tapeçaria persa teve várias personificações ao longo da história. De utensílio imprescindível na vida nômade a fonte de prestígio nas cortes mais requintadas, os tapetes costumam se expressar por meio de fascinantes regularidades geométricas. Mas tal linguagem, quase inteiramente abstrata, veicula significados que ainda podemos decifrar. A conferência visa reconstituir o panorama onde este precioso gênero artístico surgiu e prevaleceu. Veremos por que a Pérsia se notabilizou, desde a Antiguidade, como a terra dos tapetes. Veremos também como estes jardins de seda, lã e algodão se difundiram pelo mundo, figurando em contextos tão diversos como mosteiros tibetanos, haréns turcos e pinturas renascentistas.

Palestrante: PLINIO FREIRE GOMES


Mestre em História pela USP. Viveu dez anos em Florença, estudando o Renascimento; e seis anos no Oriente Médio, onde pesquisou arte e cultura islâmica. Atua como conferencista, tendo promovido cursos livres no Masp, Museu de Arte Sacra, Casa do Saber, Fundação Ema Klabin, Museu de Arte Moderna, Centro Universitário Maria Antonia/USP e Instituto da Cultura Árabe. Organiza viagens culturais, com foco em museus, monumentos e ruínas, em países como Itália, Espanha, Marrocos e Irã. Autor de Um herege vai ao paraíso: cosmologia de um ex-colono condenado pela Inquisição (1680-1744) (Cia. das Letras, 1997).

Investimento para o curso: R$ 70,00